quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Crítico literário Davi Arrigucci será patrono do Flipoços 2018


Festival anuncia participação do escritor, um dos mais importantes intelectuais do Brasil

Está confirmada a participação do escritor e crítico literário brasileiro, Davi Arrigucci Junior como patrono da 13ª edição do Festival Literário Internacional de Poços de Caldas, o Flipoços, que neste ano ocorre entre os dias 28 de abril e 6 de maio, no Espaço Cultural da Urca (Praça Getúlio Vargas, s/n - Centro, Poços de Caldas – MG), e tem como tema "A literatura & os outros saberes".

Davi Arrigucci Junior
Natural da cidade vizinha ao festival, São João da Boa Vista (SP), Arrigucci foi aluno do crítico literário Antonio Candido - que faleceu no último ano e também já esteve no festival. Arrigucci é professor aposentado de teoria da literatura da Universidade de São Paulo (USP) e autor dos livros O escorpião encalacrado (sobre Julio Cortázar), Humildade, paixão e morte: a poesia de Manuel BandeiraO cacto e as ruínas (sobre Manuel BandeiraMurilo Mendes e o modernismo brasileiro) e Coração partido (sobre Carlos Drummond de Andrade). Recebeu o Prêmio Jabuti pelo melhor livro de ensaios de 1979 (Achados e Perdidos) e o Prêmio APCA de 1987(Enigma e Comentário).

Trabalha atualmente na realização de uma trilogia de ensaios sobre as relações entre narrativa e experiência histórica na obra de três narradores: João Guimarães Rosa, John Ford e Jorge Luis Borges, sob o título geral de "Sertão Oeste Pampa". Memórias e reflexões sobre este novo projeto intelectual vão ser matéria da palestra inédita que o professor Davi Arrigucci Jr. realizará no Flipoços no próximo dia 29 de abril, às 19h30, no Teatro da Urca em Poços de Caldas.
Espaço Cultural da Urca,em Poços de Caldas, MG
Sobre o patrono
A escolha do patrono, segundo a curadora do evento, Gisele Corrêa Ferreira, se deu pela importância do escritor para a literatura brasileira e também pela proximidade geográfica com o festival. "O Davi Arrigucci Jr. é de São João da Boa Vista, cidade vizinha de Poços de Caldas e ele possui um trabalho importantíssimo enquanto escritor, professor e crítico literário, especialmente em relação ao Antonio Candido, que nos é muito querido e que completa 100 anos de nascimento esse ano", disse.

Além da vasta biografia, que começa com o nascimento em 1943, Davi Arrigucci Jr. se apaixonou por literatura ainda na infância, no sobrado em que vivia na cidade vizinha a Poços de Caldas. Entre as estantes da mãe, dentro de casa, e as do consultório do pai, que era médico pediatra, a primeira biblioteca que o encantou foi a pertencente ao amigo da família e também médico, Joaquim José de Oliveira. O vasto acervo de literatura brasileira e francesa, além de obras raras, como uma edição de Os Lusíadas do século XVI chamou a atenção do jovem, que desde então, não se afastou mais dos livros.


Aos 20 anos, tornou-se professor universitário, enquanto ainda cursava letras na Faculdade de Filosofia da Rua Mariana Antônia, em São Paulo. Desde então, dedicou-se por 33 anos ao ofício na Universidade de São Paulo, a USP. Foi também na universidade que se dedicou por anos a pesquisar a obra do autor argentino Júlio Cortázar até concluir uma tese de doutorado sobre o escritor, sob orientação do também crítico literário Antonio Candido.

Para além dos trabalhos acadêmicos, Davi Arrigucci Jr. dedicou-se à crítica literária e escreveu sobre autores como Murilo Rubião, Sebastião Uchoa Leite, Rubem Braga, Orides Fontela, Antonio Callado, Roberto Piva, Pedro Nava, Ferreira Gullar, entre outros nomes de nossa literatura, incluindo os contemporâneos Milton Hatoum e Ronaldo Correia de Brito.

O Flipoços

O Flipoços 2018 e a 13ª Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas são realizados pela GSC Eventos Especiais e acontece de 28 de abril a 06 de maio no Espaço Cultural da Urca. Flipoços 2018 conta com o patrocínio do DME, Mineração Curimbaba, Climepe, Fibrax, Supervale Supermercados, CBA e Prefeitura de Poços de Caldas. Mais informações acesse o site www.flipocos.com

"Quero ser uma Youtuber" chega ao mercado editorial português


Obra de uma das maiores "youtubers" mirins do Brasil chega ao país pela gigante Porto Editora

Um dos livros de maior sucesso de 2017 no Brasil chega ao mercado editorial português neste mês de fevereiro. Quero ser uma Youtuber, de Julia Silva e Camila Piva, será lançado pela Porto, uma das editoras do Grupo Porto considerado o maior do país.  O livro chega às livrarias a partir do dia 22 e em março a autora Camila Piva estará em Portugal para uma série de eventos.

Com mais de 2 milhões de seguidores em seu canal no YouTube, Julia Silva coleciona uma legião de fãs e inspirou uma geração de youtubers mirins. Em seus canais, a menina de Itajubá, Minas Gerais, recebe milhares de postagens e seus vídeos superam a marca de 100 milhões de visualizações. Ela fala de brinquedos, moda, artesanato, viagens e muito mais. Quero Ser Uma Youtuber, da Editora Ciranda Cultural é o segundo livro dela, o primeiro, "Diário da Julia Silva", foi lançado em 2016, também pela Ciranda Cultural, e já teve mais de 40 mil exemplares vendidos.

Sobre o livro:
A primeira YouTuber mirim do Brasil, Julia Silva, já conta com mais de 2 milhões de seguidores no YouTube e, todos os dias, inspira meninas e meninos de todos os lugares e de diversas idades a colocarem a criatividade em prática para criarem seus próprios canais. E isso não foi diferente com a Mila,  personagem principal de seu segundo livro, escrito em parceria com a autora Camila Piva.

Quero Ser Uma Youtuber é um livro de ficção em que a divertida Mila, uma menina de 10 anos, escreve em seu diário sobre seu grande sonho: ser uma youtuber de sucesso. Para conseguir seguidores, Mila se inspira em sua youtuber favorita, Julia Silva, e inicia o canal fazendo vídeos sobre brinquedos, desafios, brincadeiras e cria até uma novelinha.

Mesmo com muita dedicação, Mila percebe que o número de visualizações e de seguidores em seu canal nunca aumenta, e ela não entende o motivo do sucesso não bater em sua porta. Mesmo com a ajuda inicial de sua melhor amiga, o apoio de sua família e dicas infalíveis da Julia Silva, Mila percebe que o caminho para ser popular na internet não é tão fácil como parece.

A obra reflete o desejo de muitas crianças, além de ser um alerta para os pequenos leitores e, também, para os pais, pois mostra como é importante a presença e o apoio dos responsáveis, afinal, quando se fala de internet, algumas situações podem ser até mesmo perigosas.

Recheado de situações embaraçosas, engraçadas, desafiadoras e também de muito aprendizado, o livro possui uma linguagem descontraída e ilustrações cheias de criatividade e humor.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Lançamentos da Editora do Brasil para o Dia da Amizade destacam o amor e o companheirismo


No dia 14 de fevereiro é comemorado o Dia da Amizade e a Editora do Brasil selecionou alguns títulos sobre o tema, entre os quais: A Beija-flor e o Girassol, de Paula Valéria Andrade, e Areia na Praia, de Elma. O primeiro destaca uma linda história de companheirismo e amizade, enquanto o segundo traz uma narrativa que vai além da simples amizade entre uma criança que adora a praia e o seu animal de estimação.

A Beija-flor e o Girassol

Ninguém está livre das fatalidades que podem acontecer na vida, mas nada como um apoio especial e uma amizade verdadeira para que estes momentos sejam suavizados e a alegria volte a florescer. E mesmo sabendo que existem estas intempéries e as diferenças entre as pessoas, em A beija-flor e o Girassol, é possível ver que sempre se pode escolher pelo lado da solidariedade, compaixão e compreensão.

“Em momentos de crise sempre é mais fácil discordar e cada um virar para um lado. Mas, perceber o outro, notar as fraquezas que todos temos e buscar nos sensibilizar com a possibilidade de transformação, de melhorar uma situação é algo que precisa ser cada vez mais valorizado para a construção de uma sociedade mais equânime e mais digna nos ambientes coletivos e familiares”, acredita a autora Paula Valéria Andrade.

Na história são apresentadas habilidades socioemocionais. Dodô é um beija-flor fêmea e Gil é um grande girassol de jardim. Eles se conhecem após momentos de dificuldades e ambos precisam de ajuda. E, assim, eles se apoiam e fazem bem um ao outro e desse dia em diante uma amizade forte e intensa floresce entre os dois. “As imagens têm sua própria vida e nem sempre seguem o passo a passo da palavra. O que é muito bom, pois a criança pode criar junto, através da própria imaginação”, descreve a autora.

Andrade acredita que na vida real devemos escutar os outros e prestar atenção no que falam e como falam. “Muitas pessoas revelam suas dificuldades com clareza e outras através da sutileza. Conversar e trocar ideias é muito importante para um relacionamento fluir e ambas pessoas, ou crianças, se sentirem aceitas e validadas nas suas fraquezas e dificuldades, independentes de acertos ou competições”, diz.

A autora ainda complementa que cada vez mais o livro infantil serve como instrumento de aceitação do ser humano e dos valores essenciais para a construção de uma sociedade mais harmoniosa e solidária. “Somos um país jovem e sabemos que é na criança que devemos colocar nossas esperanças de um mundo menos violento, mais justo e melhor. Escrever para elas nos abre possibilidades infinitas. Estou muito contente com este livro e espero que a Dodô voe alto!”, declara.

 Areia na praia

As ilustrações da capa em tons pastel já antecipam a leveza e a doçura dos temas tratados em Areia na praia. Afeto, companheirismo e sentimento de perda são alguns temas abordados na emocionante narrativa de amizade entre uma menininha e sua cachorra, Areia. A garota e a cadelinha desbravam e descobrem o mundo juntas. Mas, ao ser solta da coleira em um rompante de excitamento, Areia foge e desaparece na imensidão da praia. Será que ela volta?

A história sobre a amizade verdadeira entre as pessoas e seus animais de estimação tem muito da experiência da autora, que desde criança sempre teve bichinhos. Elma explica que teve uma cachorrinha chamada Meg que esteve com a família por quase doze anos e adorava ir à praia. “Meg, diferentemente de Areia, nem precisava usar coleira, mas costumava correr para muito distante e meus filhos sempre questionavam se ela voltaria. Meg sempre voltava e era uma grande festa e alegria”.

A publicação leva o leitor à reflexão sobre a relação entre seres diferentes. “É permitir que o meu mundo, tão diferente, faça parte do mundo do outro e vice-versa. É uma forma de aprendermos a lidar com outras maneiras de amar, que muitas vezes é complicada, mas sempre gratificante”, completa.
Para retratar os lindos momentos do livro, a cor do papel, da areia da praia e da cachorrinha, as ilustrações ganharam vários experimentos. “Como moro perto da praia, as imagens surgiam com as lembranças vivenciadas por mim, por minha família e pelos meus amigos, que amam seus animais. Relações de afetos que contagiam”, orgulha-se.


Livro "Abismo – Quando o fim se torna recomeço" traça jornada de superação e otimismo


Livro do escritor e coach Léo Alves mergulha em dramas familiares, profissionais e reforça a busca pela transformação pessoal

"Quando se olha muito tempo para o abismo, o abismo olha para você" – A conhecida frase atribuída ao filósofo alemão Friedrich Nietzsche poderia, certamente, constar no prefácio da obra autobiográfica do autor Léo Alves – mas jamais resumi-la. O livro Abismo – Quando o fim se torna recomeço -, cujo lançamento acontece no dia 22/2, a partir das 19h, na Livraria Cultura, no Conjunto Nacional (Av. Paulista, 2073), desnuda, de forma corajosa todos os "fantasmas" conhecidos durante sua infância e parte da vida adulta, primeiro com a ausência da figura paterna e, mais adiante, o trágico acidente de carro que custou a vida de seu irmão, além da convivência com os escândalos envolvendo a empresa para a qual teve uma forte identificação e se dedicou por oito anos – a Odebrecht, onde atuou na área de Recursos Humanos.

De forma bastante sensível, e com uma narrativa bastante clara, utiliza-se de diversos registros históricos, fotografias e depoimentos de amigos, familiares e profissionais para apresentar a dolorosa caminhada e transformação do escritor, com desafios, angústias, frustrações e episódios severos de depressão antes de sua potencial e contínua descoberta pela felicidade e realização pessoal e profissional.   

Como pai de dois filhos, entre os aprendizados contidos na obra, diante dos vácuos familiares oriundos por suas perdas, estão a consciência e o exercício da paternidade plena como forma de preencher lacunas e vislumbrar novas e enriquecedoras oportunidades.

"O ato de escrever esta obra teve como objetivo, além de externalizar toda a vivência com os fatos decorridos, compartilhar a visão de que mesmo diante de tragédias dolorosas vividas por tantas famílias, é possível perseverar, aprender com os erros e buscar um novo olhar que nos permita alcançar uma intensidade de vida com foco naquilo que está sob o nosso alcance e responsabilidade", conta Léo Alves.

O livro foi criado a partir de uma ação de financiamento coletivo.  Reuniu a participação de cerca de 90 apoiadores de várias regiões do país e pode ser adquirido nas principais livrarias do país.

Sobre o autor
Formado em Administração de Empresas, especialista em remuneração, consultor comportamental, coach de vida & carreira, atuou durante mais de 20 anos na área de Recursos Humanos em grandes organizações como Odebrecht, Bosch, Adams e Samsung. Palestrante e escritor.

Sinopse
Nesta obra autobiográfica, o leitor encontra uma história de desafios e superação. O registro é desencadeado pelas dolorosas experiências do autor desde a infância com a ausência da figura paterna, a trágica perda do irmão, seu luto e a perseverança em busca das oportunidades. Sempre com muita força de vontade e alicerçado pela família, o autor apresenta, ao longo da narrativa, os caminhos do profissional e pai dedicado na busca pela transformação para vencer a depressão e angústia crescente. Uma história inspiradora, recheada de depoimentos e sentimentos, que visa oferecer um novo olhar para todos aqueles que, para além das dificuldades e percalços, sabem que é preciso afastar-se do abismo e realizar descobertas importantes rumo à plenitude.

SERVIÇO
Lançamento do livro “Abismo – Quando o fim se torna recomeço”
Autor: Léo Alves
Data: 22/2/2018
Horário: 19h
Local: Livraria Cultura - Conjunto Nacional – Avenida Paulista, 2073
Páginas: 200
Editora: Literature Books
Gênero: Autobiografia
Investimento: R$ 34,90 


quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

“Da minha porta, vejo o mundo”: livro conta a saga dos porteiros no Rio de Janeiro


Os filhos do chão rachado se rebelam contra o destino de pobreza para se reinventar longe de casa, toureando a saudade, o preconceito e o rigor econômico, na construção de uma vida nova. Vencem – e, no bojo, transformam-se em personagens fundamentais de uma cidade. Os porteiros do Rio de Janeiro servem como exemplo do que os seres humanos são capazes, quando movidos pela determinação.

Sua impressionante força de trabalho, que permitiu a formação de uma reserva de mercado ao mesmo tempo informal e sólida, produz histórias de cinema. Algumas delas estão contadas em “Da minha porta, vejo o mundo”, livro ilustrado com as trajetórias de 13 porteiros de várias gerações – o mais velho, nascido em 1934; o mais novo, em 1986 –, que se espalharam pelo Rio.

No caminho, deram contribuição decisiva ao Rio, difundindo música, gastronomia e crenças religiosas características do Nordeste. São, ainda, um importante retrato do Brasil.

Aydano André Motta
Escrito por Aydano André Motta, com fotos de Paulo Marcos de Mendonça Lima, “Da minha porta, vejo o mundo” é um projeto pioneiro da Editora Portunhol. O lançamento será no próximo dia 7 (quarta-feira), às 19h, na Livraria Blooks (Praia de Botafogo, 316), em Botafogo, no Rio de Janeiro-RJ.



terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Marcinho VP lança livro em parceria com jornalista e revive memórias da crônica policial carioca


O livro Marcinho VP - Verdades e Posições: O Direito Penal do Inimigo foi escrito por Marcio Santos Nepomuceno, o "Marcinho VP", ao longo dos dois últimos anos, e organizado pelo jornalista Renato Homem, carioca, 55 anos, com passagens pelos principais jornais do Rio de Janeiro. As 358 páginas do livro editado pela Gramma Livraria e Editora reúnem reflexões, fotos e memórias da crônica policial carioca, escritas através de centenas de cartas enviadas por Marcinho VP a Renato Homem.

O jornalista Renato Homem
Com um olhar crítico, Marcinho VP aborda o seu dia a dia no cárcere, aponta a falência da execução penal no Brasil e recorda episódios marcantes da crônica policial carioca. “O cárcere impõe restrições ao ir e vir, mas jamais será capaz de impedir o preso de pensar”, salienta o autor, que atualmente se encontra preso na penitenciária federal de Catanduvas (PR). Sua narrativa é um relato pungente, que seguramente irá despertar a atenção dos amantes das boas histórias.

Após os lançamentos na quadra da Mangueira, em outubro de 2017, e na Livraria da Travessa, no Centro, no último dia 26 de janeiro, o livro já pode ser adquirido no ambiente virtual. A obra está disponível para venda online e ganhou um site próprio (https://www.marcinhovp.com.br/), onde o leitor poderá conhecer um pouco mais sobre a construção do livro e sobre a história de vida do autor.

Lançamento na Livraria da Travessa, no Centro
O autor
O nome de batismo é Marcio Santos Nepomuceno, 41 anos, casado, pai de seis filhos e nascido no subúrbio carioca de Marechal Hermes. Quis o destino que os caminhos pelos quais percorreu ainda na juventude o fizessem ser conhecido pelo apelido de "Marcinho VP", interno da Penitenciária Federal de Catanduvas (PR) desde outubro passado. De todos os adjetivos que recebera, Marcio é, acima de tudo, um ser humano resiliente, inquieto, um crítico por natureza.

Marcinho VP
Preso desde agosto de 1996, quando sequer tinha completado a maioridade penal, decidiu que sua luta não se resumiria à busca pela liberdade. Banido do seu estado de origem a partir de janeiro de 2007, o seu testemunho provoca o debate sobre os reflexos do isolamento, do preconceito e das injustiças, sobretudo, entre os jovens, negros e flagelados, justamente os que mais necessitam da presença de um Estado forte e autônomo.

A obra revela-se um testemunho vigoroso feito por alguém que há 21 anos enxerga o mundo exterior por entre as grades das celas úmidas do cárcere. Como bem define o autor, "O Direito Penal do Inimigo" não se trata de uma obra de autopromoção ou de apologia ao crime, mas um grito por justiça e contra as desigualdades sociais.


No Prefácio do livro, Luís Carlos Valois - Juiz de Direito, mestre e doutor em Direito Penal e Criminologia pela USP, resume de forma taxativa a situação do sistema carcerário brasileiro e lembra que o livro de Marcinho VP é, acima de tudo, a esperança de que um dia as mudanças ocorram. "...Talvez a ilegalidade da prisão nos faça preferir não ouvir o preso, não ver o encarceramento como realidade social. Fechamos os olhos, mais uma vez, em mais uma circunstância, para mais uma ilegalidade, a fim de hipocritamente alardearmos a existência de um Estado de Direito no Brasil. Mas há presos que, como Marcio Santos Nepomuceno, resolveram falar, apesar das grades e dos muros, apesar da ilegalidade em que estão inseridos. É a voz que vem, a voz possível que vem do interior do cárcere. É seu lamento, sua dor, é sua vida, é sua esperança..."

Lançamento na quadra da Mangueira
Uma das centenas de cartas enviadas por Marcinho VP
Renato Homem autografa a obra na quadra da Mangueira

Editora Pixel lança no Brasil “Monstress”, o mangá que conquistou o mundo


Em um universo alternativo inspirado na Ásia oriental, a HQ traz uma história de coragem, vingança e compaixão escrita por Marjorie Liu e ilustrada por Sana Takeda

Sucesso da Image Comics e vencedora do Prêmio Hugo para Melhor História Gráfica, Monstress chega às livrarias brasileiras pela Editora Pixel. A HQ, que foi uma das mais vendidas em 2016, recebeu várias indicações ao Prêmio Eisner e foi escrita pela americana Marjorie Liu e ilustrada pela artista japonesa Sana Takeda.

Consagrada várias vezes nas listas de mais vendidos do The New York Times, Liu já fez diversas parcerias com a Marvel escrevendo histórias da Viúva Negra e outras séries relacionadas com os X-Men. Takeda também trabalhou com a Marvel ilustrando diversas histórias da marca.

A série Monstress traz um ambiente negro e adulto, voltado para o steampunk, e é uma junção de fantasia e ficção cientifica.  Marjorie Liu narra a história de Maika Halfwolf, uma adolescente arcânica que sobreviveu a uma guerra cataclísmica entre humanos e a arcânicos – uma raça híbrida que descende dos Anciãos.

Depois da guerra, a protagonista é escravizada por bruxas inimigas que suspeitam dos seus grandes poderes. Na luta pela sobrevivência, ela começa a desvendar o seu misterioso passado e, durante o processo, descobre que tem uma ligação psíquica com uma poderosa criatura de outro mundo.

Os acontecimentos da HQ ocorrem em 1900 em uma Ásia alternativa e matriarcal, e explora problemas sociais e políticos da vida real de uma maneira inovadora. A concisão e origem do universo em que a história decorre é um dos pontos mais elogiados da HQ, que promete ser um sucesso entre os amantes brasileiros de quadrinhos e mangás.

Sobre a Pixel

A Pixel é um selo reconhecido no segmento de histórias em quadrinhos clássicas. Sempre inovando, também aposta em franquias do universo geek, que é um mercado em ascensão no Brasil. Com exclusividade, publica as HQs dos fi lmes Disney e de personagens dos games como The Witcher, Mirror’s Edge e Dark Souls. Assim como a Coquetel, está presente em grande parte das bancas de jornal e livrarias do país.

Livro de professora da UFSCar aborda modelagem de ecossistemas florestais


A docente Kelly Tonello, do Departamento de Ciências Ambientais (DCA-So) do Campus Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), publicou o livro Modelagem de ecossistemas florestais: ambiente, água e ecofisiologia, em coautoria com o professor José Teixeira Filho, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O objetivo da obra é caracterizar, a nível foliar, as propriedades ecofisiológicas intrínsecas de clones de Eucalyptus sp em função de variáveis ambientais e disponibilidade hídrica do solo, em diferentes escalas.


O livro trata da relação da produtividade das florestas com a eficiência no uso de recursos naturais, como água, nutrientes do solo e exposição à luz durante o crescimento da planta. O lançamento do livro será realizado em fevereiro, na Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri) da Unicamp. O livro já está disponível para compra online no site da Editora Prismas, em www.editoraprismas.com.br

domingo, 28 de janeiro de 2018

Projeto Praça da Leitura completa 15 anos e chega ao Aterro do Flamengo


Contação de histórias e oficina de criação de livros será em fevereiro

Com realização da Alternativa Cultura, dois dias inteiros dedicados ao incentivo à leitura no Aterro do Flamengo, o Projeto Praça da Leitura aterrissa no mais belo parque​​​​ da cidade nos dias 3 e 4 de fevereiro, das 9h às 15h, próximo ao Teatro Municipal de Marionetes Carlos Werneck. Na programação, atividades com contadores de histórias e arte-educadores que farão oficina de criação de livros, além de jogos lúdicos e criativos. Todas as atividades são gratuitas e a faixa etária é livre.

  
O projeto sociocultural idealizado por Graça Gomes, produtora e diretora da Alternativa Cultura, destaca bons autores como opções para crianças e jovens. A biblioteca da Praça da Leitura abarca obras de autores prestigiados como reforço para a formação de novos leitores. Nomes como Ruth Rocha, John Green e Antoine de Saint-Exupéry estão na lista literária. No acervo renovado de 600 livros voltados ao público infantojuvenil, encontra-se clássicos da literatura brasileira e universal ao lado dos famosos blockbusters, como "Diário de Um Banana", "As Vantagens de Ser Invisível" e "Minha Vida Fora de Série", entre outros.


A proposta do projeto está focada no desenvolvimento humano de crianças e jovens, moradoras de comunidades de baixo IDH ou com pouco acesso à arte e cultura. Desde 2002, a Praça da Leitura é realizada em comunidades de diversos bairros do Rio, tendo atingido um público de 42.000 usuários.

PROGRAMAÇÃO
I. Oficina de Interação com o Livro: o participante recebe orientação para leitura conforme o seu gosto pessoal, participa de atividades de leitura e poderá manusear os livros livremente;

II. Oficina de Histórias: o participante exercita sua criatividade criando, contando ou ouvindo histórias de maneira divertida;


III. Oficina de Criação do Livro: o participante cria um livro em grupo de forma colaborativa. É estimulado a perceber o mundo ao seu redor onde existem histórias e personagens.


SERVIÇO
Dias: 3 e 4 de fevereiro, sábado e domingo, das 9h às 15h
Evento: Praça da Leitura | Edição 15 Anos
Realização: Alternativa Cultura
Local: Aterro do Flamengo, RJ
Referência: Ao lado do Teatro Municipal de Marionetes Carlos Werneck, em frente à Rua Tucumã no Flamengo
Telefone: (21) 2556-0339

Entre a fábrica e a senzala: livro mostra experiências de africanos livres no século XIX


A Dissertação de Mestrado em História defendida por Mariana Alice Pereira Schatzer Ribeiro, em 2014, na Unesp de Assis, intitulada “Entre a fábrica e a senzala: um estudo sobre o cotidiano dos africanos livres na Real Fábrica de Ferro São João do Ipanema-Sorocaba - SP (1840-1870)”, com a orientação da Prof. Dra. Lúcia Helena Oliveira Silva, foi publicada pela FAPESP e a Editora Alameda. A autora, hoje doutoranda pela mesma instituição, buscou entender as experiências dos africanos livres em um empreendimento imperial fabril.

Os africanos livres foram uma categoria de trabalhadores com condição jurídica diversa em meio ao Brasil escravista e as pressões para o fim do tráfico transatlântico de escravos pela Inglaterra. Tutelados através da lei de 07 de novembro de 1831, a qual estabeleceu que os africanos capturados nos navios apreendidos devessem permanecer no Brasil durante catorze anos e, posteriormente serem reexportados para a África, os mesmos foram destinados às prestações de serviços junto aos consignatários privados ou públicos, como no caso da Fábrica de Ipanema.

Mariana pesquisou as origens étnicas dos africanos, as funções ocupadas, as fugas, os conflitos, a saúde, as doenças, os arranjos familiares, bem como as suas concepções de liberdade. As fontes principais para o estudo foram os ofícios, as listagens e correspondências oriundas do estabelecimento, sob a guarda do Arquivo Público do Estado de São Paulo. O exame da documentação mostrou também que o relacionamento dos trabalhadores levava à criação e ao fortalecimento dos laços entre companheiros.  Na prática, africanos e escravos não sofreram diferenciações no cotidiano, como tarefas, alimentação, moradia entre outros fatores. O direito à liberdade e à reexportação após os 14 anos de serviços prestados muitas vezes não se efetivou, comprovando assim, a ideia de que sua condição foi somente um status jurídico da “lei para inglês ver”, forjada pelo Estado brasileiro.


Portanto, compreender as tentativas incipientes de modernização do império representa, inclusive, analisar os primeiros empreendimentos públicos da então Província de São Paulo, durante o século XIX, mas principalmente entender como tais iniciativas afetaram a vida de homens, mulheres e crianças livres, tratados como escravizados, os quais auxiliaram a impulsionar a nação.