quinta-feira, 25 de agosto de 2016

24ª Bienal Internacional do Livro de SP começa amanhã (26) com programação multicultural


Para compor a programação da Arena Cultural, evento contará com a presença de Lucinda Riley, Ava Dellaira, Jennifer Niven, Amy Ewing, Tarryn Fisher e Kevin Hearne


Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), chega à sua 24ª edição, com atrações multiculturais voltadas para celebrar a leitura. O evento, que ocorre de amanhã (26) até o dia 4 de setembro, no Anhembi, reunirá as principais editoras, livrarias e distribuidoras, e trará ao público atrações exclusivas, com presença de autores nacionais e internacionais, lançamentos de livros, tardes de autógrafos, oficinas, brincadeiras e debates. 

Em sua última edição, em 2014, a Bienal do Livro se reinventou, trazendo para o público um evento democrático, diverso e multicultural, indo muito além da “feira de livros”. Com o tema “Histórias em Todos os Sentidos”, este ano o evento reafirma esse posicionamento, e convida o visitante a vivenciar as muitas histórias que a Bienal do Livro pode contar, de acordo com seus interesses.


“Existem várias Bienais dentro da Bienal do Livro, e queremos que cada visitante descubra a sua. Para os mais cults, conversas com autores conceituados no Salão de Ideias, para os mais jovens, presença de best-sellers de literatura Young Adults na Arena Cultural; para os fãs de gastronomia, oficinas no Cozinhando com Palavras; para as crianças, muita diversão e literatura infantil no Espaço Mauricio de Sousa e BiblioSesc, e por aí vai” afirma Luiz Antônio Torelli, presidente da CBL.

Para a criação da programação cultural, além da própria Câmara Brasileira do Livro, o evento contará novamente com a curadoria do SESC, e do Itaú Cultural (também apoiador cultural do evento). Juntas, as instituições serão responsáveis pela programação do Salão de Ideias, que contemplará discussões atuais e de amplo interesse com escritores, pensadores e artistas, abordando temas de relevância social e cultural.


Na Arena Cultural, os visitantes terão o contato com autores de best-sellers, nacionais e internacionais, em bate-papos e palestras exclusivas. Nomes como Harlan Coben, Cassandra Clare, Mário Sergio Cortella e Paula Pimenta já passaram por este que é o maior espaço do evento. Neste ano, outros grandes nomes prometem marcar essa edição. Estão confirmados: a romancista Lucinda Riley, as autoras para Young Adults, Ava Dellaira, Jennifer Niven, Amy Ewing e Tarryn Fisher, e o autor de literatura fantástica, Kevin Hearne.

Focado no público infantil, o Espaço Mauricio de Sousa trará diversas atividades interativas, com brincadeiras, teatro de fantoches, pinturas e desenho, além de uma exposição sobre os 80 anos do criador da Turma da Mônica.


SESC também trará para o evento dois espaços BiblioSesc, com caminhões biblioteca e uma programação que vai de contação de histórias a espetáculos de música e literatura, sempre buscando o prazer de ler e de ouvir uma boa narrativa. 

Para os amantes da gastronomia, o Cozinhando com Palavras chega à sua 4ª edição na Bienal do Livro. Com curadoria do chef André Boccato, o espaço une culinária, literatura e cultura, em uma verdadeira gourmet experience, estilo sarau. 

O evento conta ainda com 150 expositores individuais e autores independentes. Entre os nomes confirmados estão: Grupo Autêntica, Companhia das Letras, Editora Cortez, Distribuidora e Edições Loyola, Editora Melhoramentos, Editora Moderna, Editora Novo Século, Panini, Grupo Record, Editora Rocco, Saraiva e Sextante. 

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Turma da Mônica desembarca em Roma e conhece o Papa Francisco


Livro da Editora Santuário, em parceria com a Mauricio de Sousa Produções, será lançado na 24° Bienal de São Paulo. Sessão de autógrafos terá presença de personagens e de Mônica Sousa, filha do desenhista.

Quem for visitar a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo no dia 3 de setembro, vai poder conhecer a verdadeira Mônica, filha do desenhista Mauricio de Sousa, e se divertir com os personagens da turminha. Eles estarão no stand da Editora Santuário, que lança o livro Turma da Mônica Visita o Papa, em parceria com a Mauricio de Sousa Produções, levando os personagens mais queridos do Brasil ao Vaticano, país-sede da Igreja Católica.
Lá, acompanhados pelo guia Vitinho, Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão e Chico Bento, irão conhecer as belezas do local e a história de Roma, capital italiana. Por último, irão se encontrar com o Papa Francisco.


Ilustrada pelos estúdios de Mauricio de Sousa, a obra que faz parte da coleção “Turma da Mônica Visita” que já levou a turminha a cidades como Aparecida (SP), Trindade (GO) e também na maior manifestação religiosa do país, o Círio de Nazaré, em Belém (PA), este último lançado ano passado na Bienal do Rio de Janeiro.

“Por meio da coleção Turma da Mônica visita, pude ajudar a proporcionar, juntamente com a Editora Santuário, grandes ensinamentos aos leitores mirins dessa série, promovendo valores importantes para a nossa sociedade. Agora, a turminha irá mais longe, desembarcando no Vaticano, e todos podem esperar grandes aventuras”, promete o Missionário Redentorista Padre Ferdinando Mancilio, autor dos quatro livros e também um dos diretores do Grupo Editorial.


Sobre a Mauricio de Sousa Produções
A Mauricio de Sousa Produções (MSP) é a maior empresa de produção de histórias em quadrinhos do Brasil com mais de 50 anos de história e responsável por uma das marcas mais admiradas do país, a Tuma da Mônica. Na área editorial, a empresa possui um dos maiores estúdios do setor no mundo e alcançou o número de 350 títulos de livros até hoje, além de contar com mais de 80% do mercado de histórias em quadrinhos. A companhia é responsável pela criação de 400 personagens, que já venderam mais 1 bilhão  e 200 milhões de revistas, responsáveis pela alfabetização informal de milhões de brasileiros. A MSP investe em tradição com inovação e produz hoje conteúdos em todas as plataformas com a mais alta tecnologia alinhando educação, cultura e entretenimento. No licenciamento, a MSP trabalha com média de 150 empresas que utilizam seus personagens em mais de 3 mil itens.
Na área digital, possui dezenas de games e aplicativos com mais de 10 milhões de download uma média de 107 milhões de visualizações por mês no Youtube.


Sobre o Grupo Editorial
Preste a completar 116 anos de atuação, a Editora Santuário é pioneira no segmento de livros e subsídios religiosos, possuindo mais de 2 mil títulos publicados. Entre eles está o livro “Rezemos o Terço”, com mais de 4 mil exemplares vendidos. A Editora Ideias & Letras, essa mais jovem, com apenas 13 anos, já lançou cerca de 300 títulos dos segmentos filosófico e acadêmico. As duas editoras integram o mesmo grupo editorial, que possui um grande parque gráfico em Aparecida (SP). A Gráfica Santuário possui 28.712,94 m², com equipamentos e máquinas de última geração.
Além da gráfica e das duas editoras, o grupo editorial possui uma rede de livrarias espalhadas pelo Estado de São Paulo, totalizando nove lojas, oito da Editora Santuário e uma da Editora Ideias & Letras.

Serviço:
Editoras Santuário e Ideias & Letras na 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Data: 26 de agosto a 4 de setembro de 2016
Local: Pavilhão Anhembi – R. Prof. Milton Rodrigues, 13 – Santana, São Paulo.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Autora lança livro que ensina escritores a usar a Internet para divulgar suas obras


Na obra Usando a Internet para divulgar autores e livros, que acaba de chegar à sua terceira edição, a autora, Elianete Vieira, ensina aos escritores que estão lançando suas primeiras obras como fazer para divulgá-las, seja nas redes sociais reais, seja nas virtuais. Por experiência própria, ela sabe que o uso da internet amplia a visibilidade, tanto do autor como o de sua obra.

Segundo ela, a quantidade de livros lançados mensalmente no mercado é proporcional à quantidade de veículos disponíveis para divulgar autores e livros. E o uso da internet é uma ferramenta fundamental para fazer autor e livro chegarem aos seus leitores.

Em 18 capítulos que totalizam as 96 páginas do livro, Elianete Vieira introduz o assunto falando desde a edição e comercialização, passando por sessões de autógrafos, redes sociais, Facebook, Twitter, Google Plus, Skoob, Google books, Goodreads, Blogs e Youtube, entre outros.

Enfim, no livro Usando a Internet para divulgar autores e livros a autora procura mostrar o caminho das pedras na utilização da informática, ensinando, passo a passo, por meio de linguagem clara e descomplicada – sem muito informatiquês –, como iniciar o uso de algumas ferramentas na divulgação de livros, em meio à imensidão da internet.


Elianete Vieira é Analista de Sistemas formada pela SESAT do Rio de Janeiro, pós-graduada em “E-business e Gestão Empresarial” e “Gestão de Negócios em Serviços” pelo Mackenzie. Está radicada em São Paulo há mais de 20 anos.


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Jornalista Cid Benjamin lança "Reflexões Rebeldes"


O jornalista Cid Benjamin lançou, na noite desta terça-feira (2), seu novo livro, Reflexões Rebeldes, em movimentada sessão de autógrafos na Livraria da Travessa do Shopping Leblon. Fundador do PT e do Psol, o chamado intelectual rebelde sempre teve uma vida de militância na esquerda brasileira e continua, aos 67 anos, o embate com seus adversários da direita.


 
Cid Benjamin e Sonia Araripe
O autor e o jornalista Paulo Julio Clement


quarta-feira, 20 de julho de 2016

Bordões e polêmicas de Leonel Brizola reunidos em livro pela neta do ex-governador


A deputada estadual pelo Rio Grande do Sul Juliana Brizola lança hoje na Livraria Travessa de Ipanema, na Rua Visconde de Pirajá 572, o seu livro Meu Avô Leonel - frases, 'causos' e depoimentos', com o selo da editora Letra Capital, escrito em parceria com a jornalista Rejane Guerra.

A neta de Leonel de Moura Brizola reuniu o repertório das frases polêmicas de seu avô, fundador do PDT, em um trabalho que levou dez anos para ser concluído. O período pesquisado vai desde antes do golpe militar (1964) até 2004, quando o ex-governador dos estados do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro morreu.

Jornais antigos, gravações de discursos, cartas e bilhetes de Brizola serviram para o trabalho de Juliana, que encontrou verdadeiras “pérolas” ditas pelo avô político. Entre elas, “A política é a arte de engolir sapos. Não seria fascinante fazer agora a elite brasileira engolir o Lula, este sapo barbudo”, quando anunciou o apoio ao então candidato a presidente Lula, durante o segundo turno das eleições de 1989. Ou ainda sobre o ex-governador Garotinho, ao romper com o PDT: “Garotinho é como uma bola, não tem lado e é oco por dentro”.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Livro indica que paisagem cultural do vinhedo tem condições de pleitear título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco


Obra foi escrita pelos pesquisadores da cultura do vinho, Rinaldo Dal Pizzol e o antropólogo espanhol Luís Vicente Elias Pastor

A paisagem do vinhedo como um produto antropológico iniciada com a chegada dos primeiros imigrantes italianos à Serra Gaúcha em 1875 e com uma tipologia única são apenas algumas das constatações do livro Paisagem do Vinhedo Rio-Grandense, escrito pelos pesquisadores da cultura do vinho, Rinaldo Dal Pizzol e o antropólogo espanhol Luís Vicente Elias Pastor, lançado na noite do dia 27 de junho, em Bento Gonçalves (RS).

Essa obra complexa, que trata de duas regiões vinícolas do Rio Grande do Sul, a Serra Gaúcha e a Campanha, apresenta centenas de imagens que revelam o trabalho árduo do viticultor e também traz conceitos e visões importantes que indicam a necessidade de reflexões sobre o futuro dessa paisagem. Diante disso, Luís Vicente recomenda que a paisagem da Serra Gaúcha seja candidata à Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.


Durante o lançamento da obra, Dal Pizzol exaltou o trabalho do viticultor, que chegou a Serra Gaúcha a partir de 1875 e ergueu casas, escolas, capitéis, igrejas, cemitérios, hospitais e todas as culturas de subsistência. O vinhedo foi o que permaneceu, cresceu e se consolidou durante os 140 anos, apesar das dificuldades. "Para a produção do livro foram anos de pesquisa e quilômetros de caminhadas para colher depoimentos, visitar produtores e ter a percepção real desse cenário que é a paisagem do vinhedo", ressaltou.

Luís Vicente não pode estar presente ao evento, mas enviou um vídeo em que diz ter chamado muito à atenção a presença no Rio Grande do Sul de um tipo de vinhedo em forma horizontal de latada, único no mundo em função de sua sustentação ser sobre pilares de árvores de Plátano e também alguns de pedra. "Todo esse conjunto torna essa paisagem muito singular, por isso é possível considerá-la Patrimônio Cultural da Humanidade, como forma de preservá-la. Sem dúvida, seria uma grande conquista", evidenciou.

Rinaldo Dal Pizzol durante o lançamento do livro
Entre as tantas propostas do livro, Dal Pizzol destacou três que considera mais relevantes: a primeira apresentando "paisagens singulares" e que podem se tornar atrativos turísticos; a segunda sugere reflexões sobre a sustentabilidade dessa paisagem do vinhedo da Serra Gaúcha, sujeita a fraquezas e ameaças; e, por fim, seria desejável um movimento que inclua os produtores, governos municipais da região e a comunidade em geral para que haja a compreensão de que existem antecedentes e justificativas a fim de que a paisagem seja considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, a exemplo de outros locais equivalentes na Europa, o que pode gerar reflexos positivos para o consumo interno de vinhos, ao colocar essa paisagem em uma vitrine e referência internacional.


O secretário de Turismo de Bento Gonçalves, Gilberto Durante, presente ao evento e representando o prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin, agradeceu o empenho de Dal Pizzol por meio de propostas inovadoras, como o Vinhedo do Mundo, o Ecomuseu da Cultura do Vinho assim como pela participação e fundamental apoio junto ao Conselho Municipal de Turismo. Igualmente, enfatizou o papel de Luís Vicente e todo seu conhecimento compartilhado para a concretização da obra.

O livro conta com 288 páginas, dividido em 15 capítulos, e tiragem de três mil exemplares e tem a apresentação da professora Ivanira Falcade da Universidade de Caxias do Sul (UCS). O prefácio é de Mirian Sartori Rodrigues, diretora do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae/RS), e prólogo de Jorge Tonietto, pesquisador da Embrapa Uva e Vinho.

Rinaldo Dal Pizzol autografando a obra "Paisagem do Vinhedo Rio-grandense"
A obra é uma referência nos estudos da paisagem do vinhedo e foi produzida com projeto aprovado pelo Ministério da Cultura e conta com o patrocínio de Bradesco, Italínea, Florense, Toniolo Busnello e Concresul, e tem o apoio do SENAR e Dal Pizzol Vinhos Finos.

Serviço
O que: livro Paisagem do Vinhedo Rio-grandense
Autores: Rinaldo Dal Pizzol e Luís Vicente Elias Pastor
Venda: em Bento Gonçalves nas livrarias Aquarela e Paparazzi ou solicitar via e-mail instituto@dalpizzol.com.br ou pelo telefone (54) 3449-2234.

Valor: R$ 25,00

Tradicional empório de São Paulo tem sua história contada em livro

Casa Godinho é o mais antigo estabelecimento da cidade e, em plena forma, comemora seus 127 anos com todo o vigor de um armazém dos velhos tempos que mantém uma impecável coerência desde que abriu suas portas: ali só se vende do bom e do melhor. Lançamento acontece neste sábado (2/7)

A Casa Godinho, tradicional empório fundado em 1888 na cidade de São Paulo, tem sua história retratada na obra de Silvia Soler Bianchi, Casa Godinho: um lugar de memória na cidade de São Paulo, publicada pela Editora Mackenzie. O livro será lançado amanhã, sábado (2/7), às 11h, na própria Casa Godinho (Rua Líbero Badaró, 340), no antigo centro econômico da capital de São Paulo.

O livro traz à tona aspectos da cidade, colocando holofotes em seu Centro Velho. Em especial, revela a Casa Godinho como um lugar repleto de cores, gostos e cheiros, que evocam uma São Paulo de outros tempos, ainda guardada em suas estantes, em seus ladrilhos hidráulicos, balcões e na qualidade de suas iguarias importadas.

A Casa Godinho é, sobretudo, lembrada na Belle Époque paulistana por imigrantes que buscavam os produtos de sua terra natal. Alguns mais abastados usufruíam de seus produtos regularmente; outros, que lutavam no dia a dia, guardavam cada vintém para degustar, em uma data especial, um de seus produtos, capaz de reavivar memórias distantes ou mesmo perpetuar uma tradição familiar preservada por gerações.

O local exerceu forte representatividade na formação cultural, social e política da elite paulistana, em especial no período de 1888 a 1930, quando os valores dessa classe social encontraram eco nas práticas comerciais da casa, modificando não somente os hábitos alimentares, mas também o consumo de produtos, serviços e valores europeizados.

É nas cidades que as ideias da globalização e da modernidade tomam grandes proporções, levando a uma sistemática destruição das marcas do passado. Em uma cidade como São Paulo, multiculturalista, de experiências díspares, facetada, isso é muito mais evidente. A história da Godinho foi resgatada como um fator fundamental na compreensão de seu papel na formação dos valores da elite paulistana nas primeiras décadas do século XX.

Casa Godinho: um lugar de memória na cidade de São Paulo foi desenvolvido por meio de estudos e pesquisas, que desvendam fatos que se fizeram esquecidos, e que a mercearia representou um lugar em que se pode ancorar a memória. Os lugares de memória são bastante significativos: trazem sentido à história, representam um marco de uma nova era, uma nova forma de se olhar para a história, possuem aspectos nostálgicos e são também um sinal de pertencimento a um grupo, no caso, dos paulistanos.

A Casa Godinho ainda resiste ao tempo e continua a ter seu espaço não apenas na cidade, mas também na memória e no coração daqueles que a frequentam e conhecem sua história. Vale a pena visitá-la!

Sobre a autora
Silvia Soler Bianchi é doutora em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM); mestre interdisciplinar em Educação, Comunicação e Administração, psicopedagoga e graduada em Pedagogia e História. É membro titular do Instituto Histórico e Geográfico do Estado de São Paulo (IHGSP) e envolve-se com pesquisas em História Cultural, voltadas aos temas que tratam dos Lugares de Memória e da importância desses locais na formação da identidade cultural dos indivíduos, bem como Bens Imateriais, História do Cotidiano e Memórias Individuais e Coletivas. É professora universitária e dedica-se à coordenação dos cursos de Pedagogia, História e Letras. Com formação interdisciplinar, trabalha com projetos em que a troca de conhecimento e experiência entre as diversas áreas proporciona a construção de novos olhares e novas percepções de vida e de mundo.


Sobre a Editora
Especializada na publicação de livros acadêmicos e técnico-científicos, a Editora Mackenzie, com mais de 16 anos de mercado, publicou mais de 200 títulos de alguns dos mais renomados pesquisadores do país, nas áreas de Administração, Educação, Engenharia, Filosofia, Letras e Linguística, Psicologia, Teologia, entre outras, contribuindo para o desenvolvimento da educação brasileira.

Serviço
Lançamento: Casa Godinho: um lugar de memória na cidade de São Paulo
Autora: Silvia Soler Bianchi
Edição: 1ª
Páginas: 168 (16 x 23 cm)
Ano: 2016
Preço: R$ 50,00 

terça-feira, 28 de junho de 2016

A poeta Ana Cristina Cesar é a autora homenageada da Flip 2016, que começa amanhã em Paraty


Escritora carioca, expoente da Poesia Marginal, será celebrada na 14ª Festa Literária Internacional de Paraty 2016, que vai acontecer a partir de amanhã (2) e até o próximo domingo, dia 3 de julho, na cidade de Paraty. Nos anos 1970 Ana Cristina Cesar se firmou distribuindo edições caseiras no Rio de Janeiro, ao largo do mercado editorial e sob o peso da ditadura militar, Ana C., como é chamada por amigos e leitores, fundou uma vertente marcante na poesia brasileira contemporânea.
Ana Cristina Cesar

Ao homenageá-la, a Flip traça uma linha de continuidade com a programação do festival, que vem ajudando a revelar ao grande público novas vozes na poesia brasileira. Muitos dos autores convidados nos últimos anos estão entre os destaques de uma geração fortemente influenciada por Ana Cristina, como Ana Martins Marques, Bruna Beber, Angélica Freitas e Mariano Marovatto. A portuguesa Matilde Campilho, convidada da edição 2015, também tem na poeta carioca uma importante referência. Outros autores convidados, como Francisco Alvim, Charles Peixoto, Eucanaã Ferraz, Carlito Azevedo, Fabrício Corsaletti e Chacal, estão entre seus companheiros de geração e leitores.

A geração de Ana Cristina ajudou a redescobrir Paraty e a despertar a vocação literária da cidade. Vai inspirar uma Flip com o sabor dos anos 1970 e 80, um momento chave para compreender o Brasil e Paraty de hoje. A obra de Ana C. é densa, pulsante, e conquista leitores em todas as partes do mundo. A homenagem vai poder iluminar áreas menos conhecidas de sua obra e desfazer alguns lugares-comuns a respeito de sua vida.

Ana Cristina Cesar morreu no Rio, em 1983. O poeta Armando Freitas Filho, indicado pela família como curador da obra, passou a organizar edições póstumas, como Inéditos e dispersos (1985). Mesmo nos períodos em que seus livros estiveram fora de catálogo, sua poesia ganhou interesse crescente nas universidades do Brasil e do exterior.

Em 2008, o Instituto Moreira Salles, responsável pela conservação de seu acervo literário, lançou o volume Antigos & soltos, como poemas inéditos em edição fac-similar, com organização de Viviana Bosi. Sua poesia foi reunida no volume Poética (Companhia das Letras, 2013), organizado por Armando Freitas Filho.

Flip 2016, a edição da poesia!

Além da abertura oficial, com Armando Freitas Filho e o Sarau, a Flip 2016 reservou em sua programação outros espaços para autores e leitores de poesia. O fluminense Leonardo Fróes celebra uma carreira grandiosa, de quase cinquenta anos de poesia e tradução literária. A mesa que reúne Annita Costa Malufe, Marília Garcia e Laura Liuzzi, herdeiras diretas de Ana Cristina Cesar, reforça o compromisso da Flip com um gênero vital.

A britânica Kate Tempest faz de seus poemas uma verdadeira arte do palco, que subverte as tradições do mundo literário – algo que o carioca Ramon Nunes Mello também faz, à sua maneira. Com humor e verve poética, o sírio Abud Said, asilado na Alemanha, traz notícias sobre a guerra civil em seu país e sobre a crise dos refugiados na Europa.

PROGRAMAÇÃO

Quarta-feira, 29 de junho
Sessão de abertura: “Em Tecnicolor”, às 19h
Com Armando Freitas Filho e Walter Carvalho
Sessão do documentário “Manter a linha da cordilheira sem o desmaio da planície”, de Walter Carvalho, às 19h45
Sarau, às 21h45
Autores selecionados entre todas as programações da Flip

Quinta-feira, 30 de junho
Mesa 1 – “A teus pés”, às 10h
Com Annita Costa Malufe, Laura Liuzzi e Marília Garcia
Mesa 2 – “Cidades refletidas”, às 12h
Com Francesco Areri e Lúcia Leitão
Mesa 3 – “Os olhos da rua”, às 15h
Com Caco Barcellos e Misha Glenny
Mesa 4 – “Histórias naturais”, às 17h15
Com Álvaro Enrique e Marcílio França Castro
Mesa 5 – Matéria cinzenta, às 19h30
Com Henry Marsh e Suzana Herculano-Houzel
Mesa 6 – “Na pior em Nova York e Edimburgo”, às 21h30
Com Bill Clegg e Irvine Welsh

Sexta-feira, 1º de julho
Mesa 7 – “Breviário do Brasil”, às 10h
Com Benjamin Moser e Kenneth Maxwell
Mesa 8 – “A história da minha morte”, às 12h
Com J.P. Cuenca e Valeria Luiselli
Mesa 9 – “O show do eu”, às 15h
Com Cristian Dunker e Paula Sibilia
Mesa 10 – Encontro com Karl Ove Knausgård, 17h15
Mesa 11 – A confirmar
Mesa 12 – “Sexografias”, às 21h30
Com Gabriela Wiener e Juliana Frank

Sábado, 2 de julho
Mesa 13 – Encontro com Leonardo Fróes, às 10h
Mesa 14 – “De Clarice a Ana C”, às 12h
Com Benjamin Moser e Heloisa Buarque de Hollanda
Mesa 15 – Encontro da arte com a ciência, às 15h
Com Arthur Japin e Guto Lacaz
Mesa 16 – Encontro Svetlana Aleksiévitch, às 17h45
Mesa 17 – “O falcão e a fênix”, às 19h30
Com Helen Macdonald e Maria Esther Maciel
Mesa 18 – “O palco é a página”, às 21h30
Com Kate Tempest e Ramon Nunes Mello

Domingo, 3 de julho
Mesa 19 – “Síria mon amour”, às 10h
Com Abud Said e Patrícia Campos Mello
Mesa 20 – “Mixórdia de temáticas”, às 12h
Com Ricardo Araújo Pereira e Tati Bernardi
Mesa 21 – “Sessão de encerramento: Luvas de pelica”, às 14h
Com Sérgio Alcides e Vilma Arêas
Mesa 22 – Livro de cabeceira, às 16h

Ingressos
Os ingressos da programação principal custam R$ 50. As vendas – pela internet, por telefone e nos pontos de venda da Tickets For Fun – terminam hoje (28). De amanhã em diante será possível comprar apenas na bilheteria da Flip, em Paraty. Para cada mesa, há limite de dois ingressos por pessoa.